A segunda edição da obra é um conjunto de micro esculturas em bronze, prata, ouro e latão no formato de comprimidos, que são expostos em um display, em formato de porta-comprimidos, aludindo a uma pequena joalheria. O trabalho aponta para nossas angústias ligadas ao envelhecimento, mas também para a hiper medicação a que temos nos submetido, como forma de minimizar sofrimentos, bem como a fetichização de medicamentos. O título foi emprestado da cartilha que foi referência em escolas públicas e particulares no Brasil, entre 1948 e 2005. A Caminho Suave chegou a alfabetizar aproximadamente 40 milhões de brasileiros. Ao batizar uma obra que versa sobre envelhecimento e dores corporais ou psíquicas traz a carga de uma falsa promessa.

Por acréscimo, é possível pensar com a obra, que em uma época passada, só a elite tinha acesso à remédios, e portanto ao prolongamento da vida.

Caminho Suave #2